terça-feira, 22 de julho de 2008

Porre na USP


Em outros tempos estudantes da USP poderiam ser encontrados nos teatros, cinemas, galerias de arte, bibliotecas e até na militância política. Hoje, segundo atesta pesquisa realizada pela própria universidade aqui em Ribeirão Preto e publicada no jornal “A Cidade, a moçada está de porre, drogada e freqüentando exclusivamente as famigeradas “raves”. Uma amiga, professora da Faculdade de Farmácia, informalmente comenta que o negócio é o seguinte: frustração. E acrescenta: “...essa moçada, em sua maior parte, filhinhos de papai que podem pagar um bom cursinho, não tiveram sequer a liberdade de escolher a profissão. Os pais escolheram o curso por eles ou tiveram forte influência na hora da escolha. Já na universidade encontram professores medíocres, interessados apenas em dar suas aulinhas e correr também para festinhas pouco recomendadas”.
Pois é... Enquanto isso nós, pobres mortais, continuamos pagando a conta.

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais

3 comentários:

Julieta disse...

Gilson
Acredito que a ánálise requer um equilíbrio: nem muito lá nem muito cá. Diria ser preocupante o índice de consumo de bebidas e substâncias impróprias. É preciso pensar melhor nas causas, observar as conseqüências e pensar nas soluções. É ignorar ou desconhecer a cultura?
Como o micro se espelha no macro, e como o macro causa impacto no micro "universo"?
Certo é que houve tempos em que os estudantes lotavam os espaços culturais, poucos, mas... A oferta da bebida farta em esquinas maiores de até 6 cria a compulsoriedade da presença para afastar o estar sozinho.

Anônimo disse...

Ouvi uma conversa de atores que atuam como pacientes nas provas semestrais em universidade de medicina. As trapalhadas e equívocos que os candidatos a MÉDICOS aprontam é absurdo! Totalmente despreparados e no gatilho para serem despejados no "mercado" de trabalho. Essas pessoas serão M É D I C O S!!!Estou com medo do que vem pela frente! Ou por trás...

Anônimo disse...

E saem da faculdade preocupados com isso...

"Lei Seca: dois advogados conseguem liminar contra bafômetro"

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3025446-EI998,00.html

O problema não está na lei, e sim em QUERER DRIGIR BÊBADO!!!